Não foi possível carregar o ficheiro Flash, tente instalar a versão actual do Flash Player (download)
Documentos:
Não foi possível carregar o ficheiro Flash, tente instalar a versão actual do Flash Player (download)
» Pesquisar
Date Picker
» História

Padroeiro: Divino Salvador.
Eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais: Agricultura, pecuária, vinicultura, comércio e indústria.
Tradições festivas: Senhora da Boa Nova ( 1º domingo de Maio), Divino Salvador e S. Bento (Junho) e Senhora do Livramento (Agosto).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, ponte do Mouro, capelas da Senhora da Agonia, Senhora da Boa Nova, de S. Bento e da Senhora do Livramento, Cotinho no monte da Senhora da Boa Nova e foz do rio Mouro.
Gastronomia: Arroz de Lampreia e especialidades com sável.
Colectividades:Associação Cultural e Recreativa Mouriminho.
Habitantes: 572 habitantes (I.N.E 2001)
 
A Freguesia de Ceivães, com cerca de 346 ha, é uma das 33 freguesias do Concelho de Monção, e tem como padroeiro o Divino Salvador. Está situada no coração do Alto-Minho, extremo Norte do concelho a 9,5 Km. da sede e é sem duvida um ponto de encontro das gentes do formosíssimo Vale do Mouro.
 
É composta por vinte e um lugares, e fronteiriça, com as seguintes freguesias: sensivelmente a Norte, com a Freguesia de Messegães. A Sul, com a Freguesia de Segude. A Nascente com as freguesias de Valadares e de Badim, e a Poente com a Freguesia de Barbeita. Ainda, a Norte, tem a separa-la de Espanha mais propriamente da localidade de Setados, o Rio Minho, muito conhecido pela sua riqueza, na pesca do Salmão, Sável e Lampreia.
 
Esta freguesia fez parte do extinto termo de Valadares e designava-se pelo nome de Moujuzão (corrupção de Mouro-Juzão, dada a sua posição num vale, entre dois Montes elevados (Srª da Graça em Badim e Srª da Assunção em Barbeita), viria mais tarde a ser denominada de Ceivães, que se diz ser o nome de uma flor colhida nos Vales. É também banhada pelas límpidas e aprazíveis águas do Rio Mouro, onde se pode encontrar a apreciada truta. É muito procurado no Verão pelos mais jovens, fazendo dele uma verdadeira Praia Fluvial. Refira-se, que no rio Mouro, a atravessá-lo e a ligar a Freguesia de Ceivães com a freguesia de Barbeita, se encontrava uma antiquíssima ponte denominada Ponte do Mouro, cuja história a liga ao nosso passado monárquico, em face de aí se ter realizado em 1386, o histórico encontro de D. João I com o Duque de Lencastre, pretendente ao trono de Castela. Então se ajustou também o casamento do rei português com D. Filipa de Lencastre, filha do duque. A ponte a que nos referimos é anterior às duas existentes nos dias de hoje. Refira-se, que destas a mais antiga que data de 1627, foi feita por Amaro Francisco, por oitocentos e oitenta mil réis e a outra é aquela que equipa a via rápida, portanto, relativamente muito recente .
 
Ceivães, é uma freguesia em pleno desenvolvimento pois o comércio e alguma indústria são a riqueza desta terra. Também os seus habitantes se dedicam á pequena agricultura, sendo, o vinho Alvarinho, o seu principal destaque. Das freguesias do Concelho de Monção, Ceivães tem sido das mais ricas em tradições, algumas já perdidas no tempo, que hoje ouvimos e mais nos parecem lendas.
 
Ainda, acerca da história da Freguesia de Ceivães, no livro, “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais / Torre do Tombo” pode ler-se na integra: «Nas Inquirições de 1258, São Salvador de Ceivães figura como sendo uma das igrejas do bispado de Tui, situadas no território de Entre Lima e Minho.
 
 Aparece em 1320, enquadrada na terra de Valadares, no catálogo das mesmas igrejas, mandado organizar pelo rei D. Dinis, para pagamento de taxa. denominava-se São Salvador de Mouro Jusão e foi-lhe atribuída uma taxa de 40 libras.
 
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que o território de Entre Lima e Minho fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
 
No registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença feito entre os anos de 1514 e 1532, esta igreja surge enquadrada no julgado de Valadares, rendendo 46 réis.
 
Na avaliação de 1546, porém, São Salvador de Mouro Jusão, em conjunto com a sua anexa São João de Abadim foi avaliada em 62 mil réis.
 
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, figura ainda na terra de Valadares, sendo da apresentação de leigos.
 
Denominava-se então São Salvador de Mouro Jusão e tinha anexa a si perpetuamente São Julião de Badim. Neste mesmo documento, anota-se que o padroado da igreja passara a pertencer ao marquês de Vila Real, por doação de padroeiros.
 
Segundo Pinho Leal foi reitoria da apresentação da Casa de Bragança e Comenda da Ordem de Cristo, da apresentação dos marqueses de Vila Real, até 1641. Nesta data os bens que os marqueses possuíam em Ceivães foram-lhes confiscados, passando a constituir um prestimónio da mesma Ordem, da Casa de Bragança.
 
Em termos administrativos, a Freguesia de Ceivães fez parte do julgado de Segude, mas com a extinção do antigo concelho de Valadares, processada por decreto de 24 de Outubro de 1855, passou a pertencer ao de Monção.
 
 
 Fontes consultadas: Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais / Torre do Tombo, Dicionário Enciclopédico das Freguesias e José Adriano Viana Alves (Presidente da Junta).
Paisagens e Lazer...
2010-06-28 14:47:00 Desfrute das lindas paisagens e agradáveis